Justiça determina pagamento do 13º a trabalhadores Santa Casa de Campo Grande Diogo Nolasco/ TV Morena A Justiça determinou nesta quinta-feira (24), o afastamento integral da diretoria corporativa, do conselho de administração da Santa Casa e de uma supervisora, após investigação que apura desvio milionário de recursos do hospital.

A decisão é da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos e nomeia como gestor provisório Luiz Alberto Hiroki Kanamura, que ficará no comando do hospital, inicialmente, por 180 dias. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O g1 teve acesso à decisão que afastou cerca 20 diretores e conselheiros. Além do afastamento, a justiça proibiu os integrantes da diretoria corporativa de recondução aos cargos em novas eleições.

Foram afastados: Alir Terra Lima, diretora-presidente da Santa Casa (já afastada cautelarmente em razão da prisão preventiva); Heitor Miguel Scheibeler, presidente em exercício e conselheiro; Ivan Araújo Brandão, vice-presidente e conselheiro; Valdir Osvaldo Junior, diretor-secretário e conselheiro; Marcos Alceu da Silva Villalba, diretor de finanças; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de finanças adjunto e conselheiro (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva); Rinaldo Hakme Romano, diretor adminstrativo financeiro (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva); Alessandro Dias Junqueira, diretor administrativo (já afastado cautelarmente em razão da prisão preventiva); João Nelson Lyrio, diretor financeiro adjunto e conselheiro; Luiz Borges Bossay, secretário adjunto e conselheiro; Arly Rosa Serra, conselheiro; Helio Gustavo Bautz Dallacqua, conselheiro; Heitor Rodrigues Freire, conselheiro; Levi Marcos Gomes da Cruz, conselheiro; Sidney Roberto Rivas, conselheiro; Carlos Ricartes de Oliveira, conselheiro; Mario Antonio Cavinatto de Mello, conselheiro; Sandra Regina Ferreira Gonçalves, conselheira; Onésio Bueno de Freita, conselheiro; Monique Gregório de Oliveira, supervisora do serviço de arquivo médico e estatística (já afastada cautelarmente em razão da prisão preventiva).

O g1 não localizou o contato dos diretores e conselheiros afastados pela justiça até a mais recente atualização desta reportagem. O que a operação investiga A Operação Antidotum foi deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados (MS) e Goiânia (GO).

A investigação começou a partir de suspeitas em um contrato da Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a digitalização de prontuários médicos. O acordo previa pagamento de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Segundo o MPMS, cerca de R$ 1,4 milhão teriam sido desviados somente no primeiro ano do contrato.

A investigação também identificou suspeitas em contratos da Operadora Santa Casa Saúde, controlada pela associação. Segundo o Ministério Público, os contratos foram firmados com empresas do mesmo grupo econômico, cujo proprietário teria ligação com integrantes da diretoria do hospital. (Esta reportagem está em atualização)