TRE-PB rejeita pedido de forças federais para eleições para três cidades TRE-PB/Youtube O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) rejeitou um pedido para o envio de tropas federais aos municípios de Santa Rita, Conde e Cruz do Espiríto Santo, todos na Região Metropolitana de João Pessoa, em sessão realizada nesta quarta-feira (23).

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Para negar o pedido, o TRE-PB entendeu que as forças de segurança regulares, que competem a cada município, estão preparadas para garantir a regularidade das Eleições neste ano. O pedido de envio das forças federais havia sido apresentado pela juíza da 3ª Zona Eleitoral Anna Carla Falcão da Cunha Lima. A justificativa para o pedido seria um "clima de insegurança" na Região Metropolitana da capital, pela atuação do crime organizado.

O relator do caso no tribunal foi o desembargador desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que votou pelo indeferimento do pedido. No voto dele, ele afirmou que pedido foi previamente analisado pelo vice-presidente e corregedor eleitoral TRE-PB, desembargador João Benedito da Silva, e pelo Procurador Regional Eleitoral (PRE), Marcos Queiroga, que declinaram a solicitação.

“Ontem mesmo nos reunimos com as forças de segurança, e todos garantiram esse olhar diferenciado, esse reforço policial não só no dia da eleição, mas já nos dias que antecedem. Além de Santa Rita, há outras seis regiões onde a atenção será bem específica”, afirmou Márcio Murilo. O desembargador citou ainda que o Governo Estadual disse não ser necessário a ação federal de tropas nos municípios e que o que já está planejado é suficiente para a execução do direito das pessoas em votar.

“As forças policiais prometem antecipar operações, atuar nos dias da eleição e, até posteriormente, dar uma garantia específica ao eleitorado. Por isso, em consonância com o PRE, com as forças de segurança e com o próprio Governo do Estado, que oficiou não ser necessária, a exemplo de outros pedidos, a intervenção do Exército”, declarou. O procurador regional eleitoral também afirmou na sessão que, assim como em outros três casos analisados pelo Tribunal, não se verifica uma ameaça direta ao processo eleitoral.

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